Em ato no Paço, trabalhadores exigem respeito

Atividade realizada na sexta-feira, 9, reuniu servidores, dirigentes sindicais e lideranças comunitárias na defesa do serviço público de qualidade.

acorda prefeitoO descontentamento dos trabalhadores públicos de São Bernardo com a série de ações desrespeitosas da atual "gestão" tem encontrado ressonância entre outras categorias e na população. Isso pode ser percebido durante o ato da Campanha Salarial 2018, realizado no dia 9, no Paço municipal. Além dos servidores e dirigentes do SINDSERV, a atividade contou com as presenças de dirigentes de outros sindicatos e de lideranças comunitárias, que fizeram coro às denúncias de desmonte dos serviços públicos na cidade.

PARTIDARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES GOVERNO X TRABALHADORES

O presidente do SINDSERV, José Rubem, destacou que o prefeito erra, mais uma vez, ao partidarizar as relações entre a Administração e os servidores. Segundo o próprio prefeito, em declarações nas redes sociais e aos próprios servidores, a ausência de diálogo com a categoria seria motivada pelo fato de, na opinião dele, o sindicato ser "cutista e petista". "Nosso Sindicato vai fazer 30 anos. Foi fundado, é mantido e dirigido por servidores e está aqui para defender os interesses da categoria, e disso nós não vamos abrir mão", afirmou o presidente.

O Coordenador Regional da CUT ABC, José Freire, também questionou a insistência do prefeito em manter um discurso de campanha eleitoral e de tentar promover a partidarização das relações com os servidores e com a população: "Ele precisa entender que a entidade sindical não é do PT, ela é dos servidores e das servidoras. Não se pode restar dúvidas em relação a isso, porque foi esse mesmo sindicato quem organizou e dirigiu a maior greve de sua história, em 2015, justamente em uma gestão petista". Freire também questionou a subserviência e a cumplicidade dos vereadores da base governista na retirada de direitos dos trabalhadores: "Não podemos esquecer que o prefeito não está sozinho nessa onda de desmonte dos direitos dos servidores", afirmou.

SOLIDARIEDADE

Várias entidades representativas dos trabalhadores levaram solidariedade aos servidores de São Bernardo. Entre elas, a CUT ABC, SINDEMA, SINPRO ABC e Jornalistas de SP.

Em sua saudação aos trabalhadores de São Bernardo, Neno Aparecido, presidente do SINDEMA afirmou que em Diadema as coisas não têm sido muito diferentes, porém, destacou que lá há um problema maior: a folha de pagamento já atingiu o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal: "O que acontece em São Bernardo é uma vergonha! O percentual da folha é infinitamente menor e, mesmo assim, o prefeito não cumpre com sua palavra".

Já o presidente do SINPRO ABC – Sindicato dos Professores da Rede Privada, José Jorge Maggio, os servidores de São Bernardo já estão sofrendo os reflexos da retirada de direitos promovida pelo governo Temer, como apoio do partido do prefeito: "O ataque contra os trabalhadores vem em todas as áreas, e não vai parar! Por isso, é muito importante a nossa unidade! Isso é luta de classes, a classe deles está unida, precisamos unir a nossa".

Também recebemos manifestações de solidariedade da deputada Márcia Lia, líder da minoria na ALESP (clique aqui para ler) e uma nota conjunta assinada pela Secretaria Sindical, Executiva Municipal e Bancada de Vereadores do PT municipal (leia aqui).

SÓ A LUTA PODE VIRAR ESSE JOGO

O SINDSERV não abre mão da pauta de reivindicações aprovada pela categoria e entregue ao governo municipal. Vai continuar exigindo a abertura de negociações e o cumprimento integral de todos os itens da pauta.

Por isso, as mobilizações vão continuar. Assim como em 2015, é preciso que a insatisfação da categoria seja canalizada para um grande movimento de organização e luta, onde as diferenças e divergências sejam postas de lado, em nome da unidade e da defesa dos direitos coletivos!

Vamos à luta para retomar o que é nosso!

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